segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Poema: Parafundar

PARAFUNDAR

afundar para findar
para fundar para
afundar para findar
para fundar para
afundar 
para dar a fundo
para o fim de dar

Marcelo Asth

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Poema: Marginal

MARGINAL

Irreconhecível quando se levanta,
anda pelos ares como hamadríade,
ama pelos cantos cada ser vivente,
sente cada tombo da humanidade,
arde de calor, pois quando se defende,
frio como gelo, pois quando se ataca.

Seja marginal quando se está no meio,
reconheça o veio da existência rara
para ser heroico enquanto se desbrava
as camadas densas de um ser meu e alheio.

Quando a palavra não cabe na boca,
seja a ação que aqui te desmorona,
faça algo certo, mude seu anseio, 
busque a luz interna e sê feliz inteiro. 

Seja, seja
a cereja desse bolo todo.
Deixa, mexa
toda a queixa de viver no lodo.  
Veja, veja
a peleja do seu próprio instante.
Aja, almeja
e levanta pra seguir adiante.



Marcelo Asth

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Poema: Desgosto

DESGOSTO

Quando aprendi a ser invencível,
morri de desgosto.

Marcelo Asth

Poema: Janela

JANELA

A gente tem que aprender a forjar o deboche,
em fogo quente, pra espalhar brasa e queimar os circos.
Minha lona de celofane, a primeira a arder em noite estrelada.

Corro às ruas exibindo a minha feiura internalizada
e vomitando os gostos que ninguém quer.
A vespa irônica dos sentidos vai picar os insatisfeitos.

(se não quiser/puder seguir o conselho, melhor fechar as janelas).

Marcelo Asth

Poema: Esqueças

ESQUEÇAS

Faço votos de que sejas louco,
faço votos de que teu filho enlouqueça,
faço votos de que o mundo não permaneça,
faço votos: enlouqueci pensando ter o poder.

Esqueças.

Devoto a mim minha ausência,
faço de mim meus votos
e enlouqueço.
Enlouqueças.

León Bloba

Poema: Ficcional

FICCIONAL

De ficção, já basta a vida,
esta intempérie grossa
que leva lama às entranhas
e seca o barro nos olhos.
Onde se estirar, em qual dos dois campos?
- o real e o fantástico dançam a dança macabra.

De ficção, já basta o pensamento,
que nos engrossa o tempo de sentir,
que racionaliza os gostos, os ódios e as satisfações.
Fórmula para ser humano: todos obrigados a comprar.

De realidade, já basta o termo,
que tudo é dúvida e assim devemos nos portar
antes que a gente feche a ideia
de é que é possível sonhar.

Marcelo Asth

sábado, 22 de setembro de 2012

Poema: bipolarfeelings#

 bipolarfeelings#

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eu.

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eu.










asth