terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Poema: Profecia


PROFECIA

Eu sinalizei o fim dos tempos
Mas com todo esse tormento
Nem mesmo eu acreditei na acusação.
Perdi o encanto
E o quebranto se instalou,
Mas, entretanto, o acalanto,
Este sim, me abençoou.
Depois do caos refiz o mundo
Lendo a Bíblia ao reverso
E tendo em ti o pensamento
Como verso.
Minha aversão em sintonia,
Apuro assim em profecia.
O ar puro que em mim preferia,
Pacificou assim a prévia da melancolia.
Eu finalizei o sim dos ventos,
Eclipsando meus díspares dias
Chovendo um burburinho numa celeuma
E praguejando o mal do século
Com palavra de flecha e de fleuma.


Marcelo Asth

Um comentário: